Deliverance Has Many Faces

"And there's only so much I aspire to
Taking one day at a time
And deliverance has many faces
But grace is an acquaintance of mine" - Wanderlust - David Sylvian
~ Sunday, May 19 ~
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~ Friday, May 17 ~
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Sad Farewell by Duane Michals, 1968

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~ Tuesday, May 14 ~
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Pa larvas

Pára, pá 
Pára, põe-te em pé 
E desentope-te pá, 
Desampara-te 
Aprimora-te e desempenha-te pá 
Em pânico, pois: estás à pinha, pá 
Poluído, pasmacento, pleonástico 
Fazes piruetas patéticas para quem passa pá 
E as pombas perseguem-te com poias implacáveis 
Por mais que procures poções piramidais 
para os pessoalíssimos problemas 
Perdes-te na palha: 

E pedes apoio 
Pões pinta de pobrezinho 
E dás a pata pá 
Dá a pata pá 
Que eu passo-a a pente 
com ponta de picos 
Para depois te pedir perdão 
Tenho tanta pena pá 

Vai prescrutar a patagónia pá 
Por aqui não se passa nada 

Só passas tu: 
Apimentado, pleno de papas e pomposo, 
presa preguiçosa da piranha papal 

Pobre pinóquio pedante 

O teu prazer perdeu o pulso 
Sapato polido sem pé 
Pisa-te pá 
Apunhala-te 
Emporcalha-te 
E põe-te a pau 
Porque a paciência já é pouca 
para pedir provas 
A um povo tão perdido. 
E podes bem pedir-me para parar 
Porque é perigosa a publicidade para o país: 
Mas não precisas de mim para parecer parvo 
Eu só ponho no papel 
A palavra que passa 
Nos parques e esplanadas 

Que pontua os patuás 
Das pessoas porreiras 
A palavra proibida 

O poente, o pretérito 
O pomposo passado 
O património impraticável 

O tempo que passa pá 
Já passou pá, já passou 

Pensa neste particular perfume 
Esta pretensão a ser perfeito 
Esta paranóia de parecer um príncipe 
Entre os pilares apopléticos 
E os profundos pinhais 
E as pequenas propriedades privadas 
A plenos portões 
Para grandes patrões 
E esposas mal podadas 
E filhos poltrões 
Que já se parecem com nada 
Mimados de papillons. 
Por aqui e por ali 
No pequeno pátio 
Tudo pronto 
para apodrecer 
Mas bem polido 
País que os 
pequenitos 
Nunca pediram 

Que parte o coração 
A quem aproxima o pensamento 

Por ser mais prático 
Padecer de parkinson 
Complacentemente 

Não é nada pontual 

As pessoas pensarem 
Em partir daqui 
para outras paragens 
Outras expectativas: 

E não te perguntas 
Porque há tantos poetas cá? 
Já partiram pá: 
Vivem noutros planetas 
Em prédios ao lado 
Em pesadas penas 
Ou em penugens de pássaros 
Passaram a ponte 
da possibilidade 
Porque aqui só há 
possibilidades pá 

E muito pouco para partilhar 
Tirando a patetice do pontapé na bola 
E uma panóplia de produtos pindéricos 
Que pesam a quem procura pousar 
O pequeno coração no pavimento 

Mas bendito sejas entre os povos do planeta 
País precoce que pressentiu desde o princípio 
Que a vida não pára de partir a porcelana: 
E, então, porque não importá-la 
E possuir apenas a aparência opulenta 
A prosa do que é profundo 
E não o fundo pardo do futuro que apoquenta. 

J.P. Simões, Pa larvas


~ Thursday, May 9 ~
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(Source: abashedly)


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farewell happy fields


~ Wednesday, May 8 ~
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shhhhh

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shhhhh


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~ Tuesday, May 7 ~
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Um Medo

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo. 
Que te renovas todo o dia. 
No amor. 
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
 
E então serás eterno.
 
Cecília Meireles


~ Saturday, May 4 ~
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Happy birthday, Audrey Hepburn.
(Allan Grant—Time & Life Pictures/Getty Images)

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(Allan Grant—Time & Life Pictures/Getty Images)


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~ Friday, May 3 ~
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We’re alone now


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